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“A América do Sul é um lugar com grande tradição no esporte a motor”, diz Pechito sobre o retorno do FIA WEC ao continente

Piloto argentino se diz ansioso para correr as 6 Horas de São Paulo e espera a presença de torcedores argentinos

 

Jose Maria Lopez, também conhecido como “Pechito Lopez”, é natural de Río Tercero, na Argentina, cidade que fica a aproximadamente 687 quilômetros de Buenos Aires. O apelido “Pechito” foi herdado de seu pai, que era conhecido como “Pecho”.

Aos 36 anos, começou a correr aos oito anos, quando fez sua primeira corrida de kart. Durante sua carreira, conquistou títulos na Europa disputando diversos campeonatos da Fórmula Renault e de campeonatos de endurance e turismo.

Pechito Lopez chegou ao Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) em 2017, já na Toyota Gazoo Racing. Ao todo, são 17 corridas, três vitórias, oito pole positions e nove pódios. Uma das vitórias e pole position foram nas 4 Horas de Silverstone, primeira prova da Temporada 8, no carro #7 da equipe japonesa.

Desde 2017, o argentino tem o britânico Mike Conway e o japonês Kamui Kobayashi como seus companheiros, sempre no carro #7. Nas 24 Horas de Le Mans de 2017, pilotou o protótipo #9 da equipe junto com o japonês Yuji Kunimoto e o francês Nicolas Lapierre.

Quando perguntado sobre a importância dos companheiros em provas de endurance, Pechito destaca: “essa irmandade é uma conexão que fica para o resto da vida, pois compartilhamos muitas coisas, muitas emoções, momentos bons e ruins, vitórias e derrotas”.

Sobre seu sonho no automobilismo, o argentino não esconde a vontade de vencer uma das provas mais tradicionais e crava: “honestamente, meu sonho é vencer as 24 Horas de Le Mans”. E não esquece do episódio da última Le Mans, quando a vitória escapou por poucas voltas.

Confira, abaixo, o papo que tivemos com Maria Jose “Pechito” Lopez, que também destaca a retorno do FIA WEC à América do Sul.

6H de São Paulo – Como foi ter Fernando Alonso como um dos seus companheiros na Toyota?
Pechito – Foi muito bom tê-lo na equipe. Ele trouxe grande experiência ao time. Apreciamos sua presença dentro e fora da pista.

6H de São Paulo – Sua estreia nas 24 horas de Le Mans foi em 2017. Como foi participar de um evento tão incrível? Você acredita que é a corrida de carros mais importante do mundo?
Pechito – É realmente especial, é uma corrida diferente, chegamos oito, nove dias antes da prova. Fazemos toda a temporada pensando nas 24 Horas de Le Mans, é um ano todo de trabalho e você tem apenas uma chance. É uma corrida mítica, na qual tudo pode acontecer e da qual todos querem participar e vencer. É um sonho participar de tudo isso, especialmente com esses carros.

6Hde São Paulo – Qual a grande diferença no trabalho realizado em uma categoria de endurance em comparação com o trabalho feito em carros de categorias que não são de resistência?
Pechito – Vindo de competições com carros de turismo, pular para um LMP1 é um grande passo para mim. Pensando no nível do meu preparo físico, principalmente o pescoço, foi difícil me acostumar novamente com os níveis das “forças G” a que somos submetidos no carro. Mas, honestamente, quando fazemos a disputa em Le Mans, os trechos que pilotamos são muito parecidos com as corridas mais curtas. Estes carros são feitos para serem exigidos e o piloto não pode ficar tirando o pé. Todos os sistemas são feitos para serem usados com um ritmo específico e isso é difícil. É bastante intenso, temos que levar em consideração o tráfego e coisas inesperadas que acontecem o tempo todo e isso é bastante desafiador. O desafio mais difícil que eu já enfrentei.

6H de São Paulo – Como é pilotar carros híbridos, elétricos e com motores à combustão interna? Qual você mais gosta? É preciso se adaptar para guiar esses diferentes tipos?
Pechito – É legal. Eu gosto do fato de tentar ser o mais rápido possível e o melhor possível em diferentes tipos de carros. Eu pilotei muitos carros em minha carreira e sempre gostei disso. Esse sou eu, sempre gostei de novos desafios e definitivamente este é o maior e melhor desafio da minha carreira.

6H de São Paulo – Em outras categorias, o piloto compete sem ter que fazer nenhum tipo de compromisso na configuração do carro. Como é trabalhar dividindo o carro com mais dois pilotos?
Pechito – Com certeza é preciso se adaptar a diferentes situações. Eu, Mike (Conway) e Kamui (Kobayashi) temos um estilo similar de pilotagem, diferente, mas que combinam muito bem. Uma das coisas do endurance é o relacionamento com seus companheiros, acabamos virando irmãos. Essa irmandade é uma conexão que fica para o resto da vida, pois compartilhamos muitas coisas, muitas emoções, momentos bons e ruins, vitórias e derrotas.

6H de São Paulo – A Temporada 8 do FIA WEC terá o retorno de uma corrida na América do Sul, as 6 Horas de São Paulo, em fevereiro de 2020. Você está ansioso para poder correr na América do Sul e contar com fãs argentinos?
Pechito – Estou ansioso. São um circuito, um país e uma cidade maravilhosos. E é bem próximo de casa (da Argentina). Espero a presença de torcedores argentinos, especialmente minha família. Vai ser ótimo!

6H de São Paulo – Qual a importância de termos uma prova na América do Sul?
Pechito – É muito importante. A América do Sul é um lugar com grande tradição no esporte a motor. Vai ser muito bom estar lá.

6H de São Paulo – Todos os seus sonhos como piloto se tornaram realidade? O que você ainda busca alcançar?
Pechito – Honestamente, meu sonho é vencer as 24 Horas de Le Mans, especialmente pelo o que aconteceu neste ano. Mas meu objetivo, como parte da equipe, é dar à Toyota o que for preciso para que possamos lutar pelo campeonato. Nós temos potencial para isso. Então eu quero ganhar o campeonato e também Le Mans.

Por Rafael Bonizzi